Titulo: Temporada de Segredos (Seasons of Secrets)
Autor: Sally Nicholls
Sinopse: "Após a morte de sua mãe, tudo muda para as irmãs Molly e Hannah. As duas meninas são mandadas pelo pai para morar com os avós numa pequena cidade do interior. Certa noite, Hannah decide fugir, e obriga a irmã a ir com ela. Em meio a uma forte tempestade, Molly vê um rapaz perseguido por uma matilha de cães e por um caçador com chifres. No dia seguinte, na coluna de uma velha igreja, Molly observa um rosto esculpido e percebe, estarrecida, que é o mesmo homem que ela viu sendo caçado no dia anterior!
"Existe algo de mágico nesse Homem Verde. A grama cresce a sua volta e árvores brotam sob seu toque. Será ele fruto da imaginação de Molly... Ou será um antigo deus esquecido? Se ele tem poder para devolver vida as plantas, não poderia também fazer a mãe de Molly retornar a vida?
"Esta estarrecedora fábula sobre amor, perda e superação, em que o estado da alma dos personagens se confunde com as estações do ano, vai encantar leitores de todas as idades."
Esse foi um daqueles livros em que eu estava em duvida entre ele e outro, e pasmem, comprei ele em um supermercado, e após alguma ponderação o escolhi. Foi a melhor escolha que eu fiz.
A história é narrada em primeira pessoa por Molly, a irmã mais nova, que conta como sua vida mudou após a morte da sua mãe, aos 39 anos. O pai ainda em luto deixa as filhas com os avós. O livro já se inicia com Hannah arrastando Molly em meio a uma tempestade para que fujam, e é ai que ela encontra o Homem Verde.
O livro é encantador porque consegue passar toda a inocência de uma criança passando por um luto, de forma que você se prende e se envolve. A maneira como a autora concilia os estágios do luto com as nuances de cada estação é bem planejada, é como se as mudanças das estações fosse a exteriorização da alma da menina.
Três pontos que eu gostaria de ressaltar na historia são: a irmã, o pai e a professora de Molly. Os dois primeiros chegaram a causar indignação em mim enquanto eu lia, a primeira por se mostrar uma menina mimada e birrenta, e o segundo porque após a morte da esposa largou as meninas na casa dos avós, claro que por oferecimento dos próprios, mas era pra ser algo provisório, apenas enquanto ele se reestruturasse, mas o homem quase não visita as filhas. Mas depois que terminei de ler e mastiguei a historia por uns tempos, foi que percebi que foi uma forma da autora mostrar como cada pessoa lida com o luto de uma forma diferente. Veja bem, a historia se passa na visão de Molly, então vemos como ela vê o comportamento das pessoas ao redor, mas se fosse na visão da outra pessoa não seria estranho ver uma menina insistindo na existência de um ser que mais ninguém pode ver?
O terceiro ponto é a professora de Molly. Que mulher maravilhosa. Ela consegue lidar com as perguntas e os relatos da menina sobre o Homem Verde sem desdenhar nem infantilizar a menina, e são poucos adultos que conseguem lidar assim com uma criança, mesmo professores, acostumados a lidar com crianças o tempo todo muitas vezes não tem essa habilidade.
Quanto ao fim do livro o terminei me sentindo leve, cheia de questionamentos sobre o futuro dos personagens, mas ao mesmo tempo com aquele sentimento que vai dar tudo certo, e só foi que eu percebi que era justamente assim que o personagem deveria se sentir, o que mostra como é possível se conectar a alguém, mesmo que seja fictício.
Autor: Sally Nicholls
Sinopse: "Após a morte de sua mãe, tudo muda para as irmãs Molly e Hannah. As duas meninas são mandadas pelo pai para morar com os avós numa pequena cidade do interior. Certa noite, Hannah decide fugir, e obriga a irmã a ir com ela. Em meio a uma forte tempestade, Molly vê um rapaz perseguido por uma matilha de cães e por um caçador com chifres. No dia seguinte, na coluna de uma velha igreja, Molly observa um rosto esculpido e percebe, estarrecida, que é o mesmo homem que ela viu sendo caçado no dia anterior!
"Existe algo de mágico nesse Homem Verde. A grama cresce a sua volta e árvores brotam sob seu toque. Será ele fruto da imaginação de Molly... Ou será um antigo deus esquecido? Se ele tem poder para devolver vida as plantas, não poderia também fazer a mãe de Molly retornar a vida?
"Esta estarrecedora fábula sobre amor, perda e superação, em que o estado da alma dos personagens se confunde com as estações do ano, vai encantar leitores de todas as idades."
Esse foi um daqueles livros em que eu estava em duvida entre ele e outro, e pasmem, comprei ele em um supermercado, e após alguma ponderação o escolhi. Foi a melhor escolha que eu fiz.
A história é narrada em primeira pessoa por Molly, a irmã mais nova, que conta como sua vida mudou após a morte da sua mãe, aos 39 anos. O pai ainda em luto deixa as filhas com os avós. O livro já se inicia com Hannah arrastando Molly em meio a uma tempestade para que fujam, e é ai que ela encontra o Homem Verde.
O livro é encantador porque consegue passar toda a inocência de uma criança passando por um luto, de forma que você se prende e se envolve. A maneira como a autora concilia os estágios do luto com as nuances de cada estação é bem planejada, é como se as mudanças das estações fosse a exteriorização da alma da menina.
Três pontos que eu gostaria de ressaltar na historia são: a irmã, o pai e a professora de Molly. Os dois primeiros chegaram a causar indignação em mim enquanto eu lia, a primeira por se mostrar uma menina mimada e birrenta, e o segundo porque após a morte da esposa largou as meninas na casa dos avós, claro que por oferecimento dos próprios, mas era pra ser algo provisório, apenas enquanto ele se reestruturasse, mas o homem quase não visita as filhas. Mas depois que terminei de ler e mastiguei a historia por uns tempos, foi que percebi que foi uma forma da autora mostrar como cada pessoa lida com o luto de uma forma diferente. Veja bem, a historia se passa na visão de Molly, então vemos como ela vê o comportamento das pessoas ao redor, mas se fosse na visão da outra pessoa não seria estranho ver uma menina insistindo na existência de um ser que mais ninguém pode ver?
O terceiro ponto é a professora de Molly. Que mulher maravilhosa. Ela consegue lidar com as perguntas e os relatos da menina sobre o Homem Verde sem desdenhar nem infantilizar a menina, e são poucos adultos que conseguem lidar assim com uma criança, mesmo professores, acostumados a lidar com crianças o tempo todo muitas vezes não tem essa habilidade.
Quanto ao fim do livro o terminei me sentindo leve, cheia de questionamentos sobre o futuro dos personagens, mas ao mesmo tempo com aquele sentimento que vai dar tudo certo, e só foi que eu percebi que era justamente assim que o personagem deveria se sentir, o que mostra como é possível se conectar a alguém, mesmo que seja fictício.

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