Centelha (Em Busca de Um Novo Mundo)

Titulo: Centelha (Original: Spark)
Autor: Amy Kathleen Ryan
Sinopse:"Após uma fuga desesperada da nave inimiga, Waverly e as outras meninas sequestradas conseguiram voltar para a Empyrean. Mas o clima por ali não poderia estar pior. 
   "Kieran, o menino gentil e sonhador que Waverly amava, assumiu o posto de capitão e passou a agir como um tirano de sangue-frio, deixando  Empyrean sob uma tensão sinistra. Seth Ardvale, líder brilhante e arqui-inimigo de Kieran, foi trancafiado na prisão, sem julgamento. As crianças prodígios que mantém a nave funcionando estão revoltadas com o autoritarismo do líder. 
   "Para completar, uma explosão faz soar o alarme de mais uma ameaça. 
   "Eles não estão sozinhos.
   "A tripulação aterrorizada terá que lidar com um inimigo pior do que a New Horizon, ou o delírio de Kieran. Seth descobre um passageiro clandestino na nave, que se move silenciosamente, deixando rastros de sangue por onde passa. O criminoso quer vingança. E só Waverly é a chave para entender seu ódio e impedir que ele detone sua bomba-relógio"

   O segundo livro da trilogia Em Busca de um Novo Mundo (original Sky Chasers) Centelha mostra como as crianças estão lidando com a administração de toda a nave, a perda de seus pais para muitos, a esperança de que seus pais ainda estejam vivos refém na New Horizon.
   Se você já leu o primeiro volume, percebeu com esse segundo o talento da autora de transformar alguém de herói a vilão em um piscar de olhos assim como consegue o inverso, com boas justificativas. Waverly da líder das garotas que as resgatou virou a garota que abandonou os pais na nave inimiga. Kieran do rapaz que quase morreu de fome e deu esperanças aos garotos, virou o ditador da nave, onde impunha sua vontade sempre com a justificativa de que era o melhor para nave, Quanto a Seth, de garoto problemático e vingativo se tornou o cara que conseguiu livrar a nave de um grande perigo,e só não a livrou do perigo ainda maior devido a teimosia de Kieran.
   Vendo essas viradas percebi que nem sempre foram demarcadas pelas atitudes dos personagens, de fato quando vemos, boa delas é justificada. Se Waverly ficasse para trás para salvar os pais, morreria alvejada de tiros é um exemplo, mas a autora consegue fazer você duvidar se ela não poderia ter feito mais, (assim como a própria Waverly se pergunta varias vezes) usando um recurso bem abundante nos livros: as crianças. Eram as crianças quem colocavam os personagens sempre em um campo bem delimitado de herói ou vilão, sem um meio termo, o que é um comportamento bem infantil. Mas esse recurso usado não é um defeito ao meu ver, mas um modo de nos fazer lembrar que aquelas pessoas na nave embora talentosas, eram crianças. Crianças que nunca viram maldade, e em um dia só se viram sem seus pais e responsáveis por manter toda a nave funcionando, e se não tivesse algo para nos lembrar que a população da nave era toda de crianças, cada vez mais esqueceríamos, e julgaríamos cada vez mais os atos delas como adultos.
  E falando em adultos... Ainda continuo com aquele sentimento sobre Anne Mather, que a odeio, porém tenho que admitir que sua capacidade de manipulação é incrível, a ponto de que ela ainda consegue me deixar em duvida quanto ao movimento chave feito contra a Empyrean nos últimos instantes do livro. É bem claro que é o tipo de coisa que ela faria, mas ao mesmo tempo as reações de surpresa da mulher são genuínas. Só poderei descobrir no terceiro volume, que pretendo trazer para cá também, porem infelizmente irá demorar um pouco.
 

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